Estamos em 2006. A fotojornalista Áurea Cunha, testemunha da invisibilidade de pessoas com deficiência visual na sociedade, resolveu desafiar sua inquietação. Reuniu um grupo de pessoas com graus que iam da cegueira total a graduações de alguma visão para, coletivamente, realizarem a proposta.
O grupo passou a estudar e desenvolver com Áurea Cunha formas de apropriação da fotografia como uma linguagem possível para que se expressassem. Depois de oficinas e discussão inclusiva sobre estéticas, o que é ver e não ver, mão nos lápis e na cerâmica, a iniciativa foi finalizada. Com máquinas analógicas, registraram imagens autorais que deram forma e conteúdo para a exposição Outros Olhares — a expressão fotográfica dos cegos. A visitação, guiada e didática, registou recorde de público.
A revista da Guatá, parceira de toda a empreitada, registrou o percurso inteiro do projeto.
