O PROJETO
Acervo digital gratuito reúne 21 periódicos que registram seis décadas de memória, personagens e vida da cidade. Primeira edição é de 1953.
Revisitar fatos, personagens, anseios e bandeiras, feitos e desfeitos que compõem a história e o cotidiano de uma cidade é passo essencial para compreender o passado e o presente. É um fundamento para projetar e construir o seu futuro.
Museu da Imprensa é um acervo digital de jornais, revistas e publicações impressas de Foz do Iguaçu, com acesso público e gratuito. São documentos que testemunham a trajetória do município e de sua gente, em imbricação com as Três Fronteiras — Argentina, Brasil e Paraguai.
MAIS DE 18,6 MIL PÁGINAS
O resgate inicial nasce com 21 títulos, num total de 1.009 edições, que somam mais de 18,6 mil páginas, cobrindo um longo período histórico de seis décadas, a partir de 1953. O conteúdo é resultado do esforço coletivo de resgate, preservação e valorização desse patrimônio, registros de um tempo que antecede a virtualidade do mundo.
ACESSÍVEL A TODOS
A iniciativa torna as coleções acessíveis a todos, sem barreiras de tempo ou lugar, permitindo um mergulho em recordações, pesquisas e descobertas, seja para fins acadêmicos, curiosidade ou consulta pública. As páginas oferecem fontes valiosas de conhecimento, reflexão e debate, inspirando perguntas e novas pautas sobre a cidade.
RELÍQUIAS COMPARTILHADAS
Os veículos reunidos resultam de um trabalho cuidadoso de busca e diálogo: um “garimpo” parcimonioso. Afinal, a história é matéria humana, não é linear, feita também de sobressaltos e contradições. Os guardiões dos conteúdos agora compartilhados emprestam, mais que relíquias, generosidade e comprometimento com a memória coletiva.
ABERTO A NOVOS MATERIAIS
Museu da Imprensa é um ambiente interativo, não um espaço fechado. Parte de um conjunto de jornais e revistas, mas permanece aberto à incorporação de novos materiais, pela compreensão que se tem de que museu é um elemento vivo, orgânico, devendo ser vinculado à comunidade que ele retrata.
DIRETO NA FONTE
O projeto visa a reduzir lacunas por fontes primárias, ao passo que contribui para a preservação do patrimônio histórico-cultural de Foz do Iguaçu. Estabelece acesso direto e horizontal, modo de tergiversar os “senhores da memória e do esquecimento”, expressão do historiador Jacques Le Goff, que costumam definir qual passado, presente e futuro devem ser articulados.
À LUZ DE SEU TEMPO
A advertência que se faz é a de que os conteúdos precisam ser lidos à luz de seu tempo, como representação ou leitura da realidade, tal como é o ofício da imprensa em qualquer período. Por outro lado, são registros que espelham a coletividade e despertam o senso de pertencimento e de cidadania.
“Somos a memória que temos e a responsabilidade que assumimos. Sem memória não existimos; sem responsabilidade, talvez não mereçamos existir.”
José Saramago, em Cadernos de Lanzarote
